segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

2014: Tempos nublados para a criação!

As crescentes exportações de milho e a redução da produção do cereal para a próxima safra de verão estão formando um cenário desconfortável para quem consome o produto dentro do País. "Vemos com preocupação essas notícias de maior volume exportado, porque a tendência sempre é depois o mercado interno pagar o preço da exportação", afirmou ao DCI o presidente da Associação Catarinense de Criadores Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi. 

         Enquanto as traders e os produtores de milho comemoram os recordes de exportação, que até outubro já superaram todo o volume embarcado no ano passado, os suinocultores ficam mais cautelosos. Até outubro, o Brasil exportou 19,6 milhões de toneladas, ante 13 milhões de toneladas embarcadas durante todo o ano passado. 

         Lorenzi disse que não acredita numa escassez no mercado interno, mas na sustentação dos preços em nível mais elevado. Além disso, Lorenzi disse que "o que preocupa mais para o próximo ano é que a produção do milho vai ser menor". A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que o Brasil produza na atual safra (2013/2014) cerca de 79 milhões de toneladas. Na safra de verão, devem ser colhidos 33 milhões de toneladas, uma queda que pode chegar a 7%. 

         O cenário de preços do milho já é menos preocupante para os produtores de frango, que estão mais distribuídos pelo território nacional e, portanto, pagam menos pelo frete do que um produtor de suíno, localizados no Sul. Além disso, os estoques de passagem, concentrados no Centro-Oeste, contam com cerca de 20 milhões de toneladas do grão. 

         "Nosso setor não está apreensivo com 2014, está mais apreensivo agora com a pouca disponibilidade de farelo de soja, porque o estoque de passagem vai ser baixo, o preço está elevado e a safra só vai ser colhida entre janeiro e fevereiro", afirma Francisco Turra, presidente da União Brasileira da Avicultura (Ubabef). 

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