quinta-feira, 17 de outubro de 2013

10 profissões promissoras no agronegócio: Zootecnia



         Para começar a falar sobre zootecnia o primeiro passo é explicar o porquê da profissão ser diferente de medicina veterinária. Enquanto o primeiro lida com o bem-estar, alimentação e manejo animal no geral, visando sua produção, o veterinário é o responsável pela saúde dos bichos, sendo o único autorizado a tratar doenças e fazer cirurgias. 

         Solucionada a dúvida, é hora de saber mais sobre o curso de zootecnia, que é razoavelmente novo no Brasil. A primeira faculdade foi fundada em Uruguaiana (RS), em 13 de maio de 1966, data que também virou o Dia do Zootecnista. Atualmente o curso é ministrado em 112 instituições de ensino, de onde saem cerca 3,5 mil profissionais anualmente. 

Área de atuação 

         A presidente do Conselho Nacional de Educação da Zootecnia, Ana Cláudia Ambiel (na foto), alerta que os zootecnistas também têm que aprender um pouco sobre o solo e produção agrícola. "O gado, por exemplo, se alimenta de pasto. Logo, o solo também é objeto de estudo para melhorar a nutrição animal". Mas não só os bichos de fazenda são alvo de estudos: os pets como cachorros e gatos também têm relação direta com a profissão. "O comportamento e a nutrição deles também podem ser cuidados por um zootecnista, criando, por exemplo, sua ração e dieta balanceada", explica Ana Cláudia. 

         Durante o curso, matérias das ciências biológicas são o foco, mas algumas matérias de matemática e sociologia aplicadas entram no currículo. "A gestão de empresas do agro também é competência nossa". 

         O perfil dos estudantes e de quem já está inserido no mercado mudou desde o princípio do curso. Ana Cláudia cita que desde que se formou, em 1992, o zootecnista não precisa ser um "cara do campo". "Muitos moram em cidades e vêm de grandes metrópoles para estudar o agronegócio. Outro diferencial do tempo é a participação de mulheres, que vem crescendo bastantes nos últimos anos". 

Mercado de Trabalho 

         Outro grande atrativo é a busca por recém-formados na área. "As empresas têm nos procurado, pedindo indicações para contratação. Hoje é bem mais fácil que antes, mas eu só mandei currículo uma vez, para conseguir estágio. Depois sempre era convidada para integrar empresas", contou Ana. 

         A valorização da profissão deve-se ao grande destaque brasileiro na exportação de carnes bovina e suína. As grandes empresas deste ramo recrutam para que os animais sejam bem tratados e sua carne e derivados como leite cheguem à mesa do consumidor. São fazendas produtoras e até estabelecimentos que lidam diretamente com a matéria prima de seus produtos. 

         Duração: média de 5 anos, mas tem cursos até de 4 anos. 

Média salarial 

         Logo que sai da faculdade, o zootecnista costuma receber o piso salarial da profissão, que corresponde a oito salários mínimos. Após adquirir maior experiência, pode chegar a 13 salários mínimos. 

Fonte: Globo Rural Online - Teresa Raquel Bastos 

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